Como Estudar Menos e Tirar Notas Melhores (7 Dicas de Quem Passou no MIT)
Quem compartilhou todas essas dicas foi um estudante que se formou como o melhor da turma no ensino médio, cursou duas graduações ao mesmo tempo no MIT e precisou aprender na marra a ser eficiente. O que ele descobriu no caminho está aqui. Gohar Khan. Ele nasceu no Paquistão, cresceu no Connecticut, foi o valedictorian do ensino médio em uma escola pública e escolheu o MIT por bolsa integral, onde se graduou em Ciência da Computação, Economia, Ciência de Dados e Business Analytics.
13 de julho de 2026
1. Para de contar horas
O maior erro de quem estuda é ficar obcecado com o tempo na cadeira. "Estudei 5 horas hoje" não quer dizer nada se você ficou essas 5 horas só relendo anotação e grifando.
O que importa é o que você fez nesse tempo. Você se testou? Simulou explicar pra alguém? Atacou os pontos que você não domina? Isso é que muda nota.
Hora na cadeira é métrica de conforto. Não de resultado.
2. Leia de trás pra frente
Parece estranho, mas funciona muito, especialmente se você está com pouco tempo antes da prova.
Em vez de abrir o capítulo e ler do começo ao fim (o que vai te consumir horas), faça assim:
Comece pelo final: leia o resumo do capítulo e os pontos-chave. Isso te dá o mapa do que importa.
Depois vá pro início: não leia normalmente, faça uma primeira passagem olhando só títulos, subtítulos, gráficos, tabelas e termos destacados. Você vai entender a estrutura geral sem ler uma linha de texto corrido.
Aí sim, a segunda passagem: vá seção por seção, leia o primeiro parágrafo, dê uma olhada rápida no meio e leia o último parágrafo. Você vai capturar os pontos principais sem perder tempo com o que é redundante.
Se ainda sobrar tempo, aí você lê tudo com calma. Mas geralmente não precisa chegar nessa etapa.
3. Agrupe tarefas parecidas
Toda vez que você troca de tipo de tarefa, seu cérebro paga um custo de transição. Sair de problemas de cálculo para escrever uma redação não é automático, seu cérebro precisa de 10 a 15 minutos só pra mudar de modo.
A solução é o batching: agrupar tarefas similares e fazer tudo junto.
Em vez de fazer matemática, depois redação, depois biologia, depois história: faça primeiro todas as tarefas de resolver problemas (matemática e biologia) e depois todas as de escrita (redação e história). Você vai de 3 transições para 1.
Dica extra: dentro de cada grupo, comece pela tarefa mais fácil. Ela te aquece pro estado mental que você precisa, e o resto do grupo flui melhor.
4. Dê menos tempo pra você mesmo
Isso soa contra-intuitivo, mas é uma das dicas mais poderosas aqui.
Existe uma lei chamada Lei de Parkinson que diz: o trabalho se expande para preencher o tempo disponível. Se você tem 3 dias pra fazer uma redação, vai levar 3 dias. Se tiver 3 horas, talvez se surpreenda com o que consegue entregar.
A solução é simples: antes de começar qualquer tarefa, estime quanto tempo vai levar e reduza essa estimativa em 10 a 20%. Coloque um timer e trabalhe naquele tempo.
Comprovado: Um estudo de 1967 no Organizational Behavior and Human Performance mostrou que quando pessoas recebiam mais tempo do que o necessário para uma tarefa, usavam todo esse tempo, mesmo sem precisar. A pressão moderada de um prazo apertado força priorização e elimina o perfeccionismo desnecessário.
5. Não trave numa questão difícil
Se você está numa prova ou numa lista de exercícios e trava numa questão, tem um instinto natural de ficar ali até resolver. Parece errado sair sem terminar.
Mas esse instinto tem um nome: falácia do custo afundado. A lógica errada é: "já investi 20 minutos nessa questão, não posso desistir agora". O problema é que os 20 minutos já se foram de qualquer forma. Ficar mais tempo não os recupera.
O que você deveria fazer: pule. Resolva as outras questões primeiro e volte nessa depois. Além de aproveitar melhor o tempo, você muitas vezes vai encontrar a resposta enquanto resolve outra coisa.
Fique confortável em responder fora de ordem. Numa prova, procure um ponto de apoio, comece por ele e construa a partir daí.
Comprovado: A falácia do custo afundado é um viés cognitivo no qual pessoas continuam investindo tempo e esforço em algo simplesmente porque já investiram antes, independente do retorno que ainda podem obter. Pesquisas mostram que esse viés afeta especialmente estudantes, levando-os a insistir em métodos ineficazes ou questões sem saída muito além do que deveriam.
6. Faça as tarefas fixas primeiro
Há dois tipos de tarefa: as fixas e as variáveis.
Tarefas fixas são previsíveis: criar 20 flashcards, procurar imagens pra uma apresentação, copiar um resumo. Elas levam sempre mais ou menos o mesmo tempo.
Tarefas variáveis são abertas: escrever uma redação, desenvolver ideias pra um projeto. Elas seguem a Lei de Parkinson e se expandem pra preencher o tempo que você tiver.
O erro é começar pelas variáveis. Se você abre a redação primeiro, ela vai sugar todo o seu tempo e você não vai chegar nas tarefas fixas.
A ordem certa é o contrário: faça as fixas primeiro. Elas criam um limite de tempo natural pra você encaixar as variáveis depois, sem deixar nada de fora.
7. Marque suas anotações durante a aula
Você não precisa revisar tudo que está no caderno. Só precisa revisar o que você não sabe.
Dentro de qualquer matéria, tem pontos que você domina e pontos que você ainda está enrolando. Reler tudo junto é desperdício de tempo nos conteúdos que você já sabe.
A solução é simples: enquanto o professor fala, se aparecer algo que você não está familiarizado, coloca uma estrela ou qualquer símbolo do lado. Na hora de revisar, seus olhos vão direto pro que importa.
Se você esqueceu de marcar durante a aula, não tem problema. Depois da aula, abre as anotações, lê por cima rapidamente e marca os pontos que você não domina. Leva 5 minutos e economiza horas na véspera da prova.